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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

FOMOS EXPLORAR ALDEIA DE JOANES

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Hoje de manhã, dia 19 de janeiro, pelas 10 horas, a Turma 21, a prof.ª Fernanda e a D. Teresa foram visitar alguns dos monumentos de Aldeia de Joanes: Fonte dos Namorados, também conhecida por Fonte Figueiredo, onde se recolhia água; Travessa do Chafariz, Fonte da D. Aldinha, onde iam buscar lá água porque foi a primeira fonte com água potável; Rua da Fonte; Rua de S. Tiago, com a Casa Romana, construída em 1578; 
Fonte de Mergulho, construída em 1680, tinha água potável e é muito funda; Rua do Castelo, que se chama assim porque tinha um castelo; Capela de N.ª S.ª do Amparo, onde faziam festas todos os anos no dia 15 de agosto; Travessa do Castelo; Rua do Alto, que se chama assim porque era a rua mais alta da Aldeia; Largo 25 de Abril, onde existiu uma casa que era a Casa do Povo; 
Igreja Matriz, construída em 1282 e que já teve várias remodelações; existe um cruzeiro, tiraram o relógio há alguns anos; o sacristão da igreja é o senhor Higino; dentro da igreja existe um armário com os cálices, que são feitos de prata; vimos as matracas; noutro armário vimos preparativos e roupas. No fim passámos pela Fonte da Bica, que foi construída em 1936.
Adorei esta visita, porque fiquei a conhecer melhor a Aldeia!
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Texto: Mafalda Diogo - 3.º ano
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

OS ANTIGOS HABITANTES DA ZONA DO POÇO DO CALDEIRÃO (BARROCA DO ZÊZERE)

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Qualquer trabalho plástico requer motivação, vontade de comunicar algo (conteúdo), para lá da opção da forma. Há que expressar sentimentos, ideias, há que tentar perceber o mundo que nos rodeia. E, para isso, é fundamental conhecer o passado.
Há dias fomos saciar a vontade de mais saber (as crianças são admiravelmente curiosas) tendo como alvo uma figura rupestre, "adormecida" há milhares de anos num rochedo do Zêzere, no Poço do Caldeirão, mesmo defronte à Barroca que abraçou o nome do rio. Bem preparados para a visita, após várias sessões e visionamento de filmes sobre o período paleolítico, miúdos e graúdos ficaram encantados com o que viram. E, ali, em contacto com a gravura, várias interrogações surgiram sobre a necessidade de deixar tal testemunho na rocha.
Imaginar é grátis, não custa mesmo nada, daí o professor, num impulso criativo, escrever algo sobre Tchuma, o autor ficcionado da gravura.
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Tchuma, de pé naquela espécie de promontório, que irrompia cerca de dez braçadas nas águas do rio, olhava em volta. A caça tinha corrido bem aos homens. Alika, juntamente com outras mulheres do grupo, ocupava-se a raspar a gordura das peles com um biface. Lok e Kanut, a um canto, partiam pedras do rio, com precisão, para obterem algumas lascas afiadas. Estavam sempre a precisar delas. A garotada, mais abaixo, iniciava-se na pesca com uma espécie de arpão, uma simples vara com uma pedra afiada atada na ponta, soltando gritos de júbilo quando conseguiam apanhar um peixe. Os dias sorriam-lhes, sem dúvida. Naquele lugar havia muita caça, muita pesca e muitos frutos, poderiam ficar por ali algum tempo.
Tchuma fixou-se nas águas, naquele abismo que, em simultâneo, atraía e atemorizava. Gostava de estar ali, mas sabia que, com o passar dos dias, a caça iria para longe. Embalado no som da água a correr, pôs-se de cócoras e, puxando do buril, começou a picotar a rocha, dando forma à gravura dum cavalo. Talvez, quem sabe, fosse uma forma de, quando partissem, ali continuassem a viver.
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O texto, numa cumplicidade que se pretende saudável, de reciprocidade, foi lido aos alunos, que depois foram convidados a ilustrá-lo. E eles, dando corda à sua enorme capacidade de se integrarem em novos contextos, desenharam, desenharam, dando cor e forma aos nossos antepassados do período da pedra lascada.
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Beatriz Ribeiro - 4.º ano
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Diego Macchi - 4.º ano
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Joana Augusto - 4.º ano
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Lara Faria - 4.º ano
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Rodrigo Antunes - 4.º ano
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

D. DINIS

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Trabalho elaborado por Matilde Nunes Saraiva - 4.º ano
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

ARQUEÓLOGO POR UM DIA - O FILME

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ARQUEÓLOGO POR UM DIA - NO MUSEU ARQUEOLÓGICO MUNICIPAL JOSÉ MONTEIRO

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O último dia do mês de outubro representou, para os alunos do 4.º ano, um mergulho na história do qual, todos o desejamos, eles jamais se irão esquecer.
Se, na parte da manhã, cirandaram por terras do xisto, onde puderam comprovar, in loco, o testemunho de gravuras rupestres, a tarde foi dedicada ao Museu Arqueológico José Monteiro, onde está alojada uma preciosa fonte documental que os habitantes da região teimam em não dar o devido valor. Infelizmente.
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Sempre conduzidos pelo Pedro Silveira, um exemplar profissional que leva a sua função a peito, fomos recebidos no Museu pela Marina, nossa cicerone na visita ao precioso espólio: artefactos, recolhidos na região, que cobrem o Paleolítico (pedra lascada, nomadismo), Neolítico (pedra polida, sedentarismo), Idade dos Metais (cobre, bronze e ferro) e, sobretudo, uma grande quantidade de artefactos da presença romana no nosso território. Mas não só.
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A visita, bem conduzida, prendia a atenção dos alunos. Alguns, contudo, quase pareciam não ouvir, tal era o fascínio pelo observar das peças. Ali, na observação direta, as aulas teóricas começavam a ganhar contornos, a imaginação disparava para cenários próprios de cada um...
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Alguns termos técnicos iam surgindo, com a necessária explicação. E aos ouvidos iam ecoando as sílabas, bem entoadas, de palavras como artefacto, estela, fíbula, ara votiva, antromorfo, zoomorfo, "frigorífico dos romanos", epigrafia...

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A atenção estava tão presente que, por vezes, quase se confundia com alheamento. Mas não. Eles, num processo muito próprio, interiorizavam enquanto projetavam, em simultâneo, cenários interiores, qual tentativa de construção dum enorme puzzle.
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No final da visita, já no auditório, fez-se presente o Diretor do Museu, Pedro Salvado, que pugnou, socorrendo-se de palavras quentes e acolhedoras, pela sua dama: a arqueologia. Mas eles quase não precisavam disso, pois quando se sentaram nas cadeiras já estavam conquistados. Da preleção, contudo, resultou um desafio deveras importante: os alunos participarem, ainda este ano letivo, em escavações aqueológicas durante um dia. Aí, sim, seria o corolário da atividade "Arqueólogo por um dia".
Escusado será dizer que, por aclamação, todos os alunos aceitaram o desafio, a concretizar, muito provavelmente, na próxima primavera.
Foi bom andar por ali, foi bom sentir que há gente que pugna, dignamente, pelo cultivo da memória colectiva, fundamental para uma boa programação do futuro.
Entretanto, de que está à espera? Pegue nos seus filhos e vá até ao Museu Arqueológico. Vai ver que vale mesmo a pena.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

ARQUEÓLOGO POR UM DIA - NA BARROCA DO ZÊZERE

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A visita estava atempadamente agendada. Mas, pela programação e planificação que envolveu, suscitava espetativas superlativas, tanto nos alunos como nos acompanhantes.
Hoje, finalmente, chegou o grande dia. E lá fomos, plenos de animação, guiados pelo Pedro Silveira, Coordenador da Rede de Visitas Educativas da Câmara Municipal do Fundão, em busca das gravuras rupestres do Poço do Caldeirão, na Barroca do Zêzere.
A aldeia, integrada na rede "Aldeias do Xisto", não nos podia receber melhor: ruas cuidadas, limpas, que dão gosto calcorrear; casas e espaços reabilitados, impregnando o local duma aura muito própria e acolhedora; pessoas de olhar franco e amistoso, conferindo autenticidade ao ar que se respirava.
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A prudência dizia-nos que, antes de iniciarmos a visita, havia que reconfortar o estômago. E foi isso que fizemos. Depois, já refeitos, orientámos a nossa direção para o rio, pois era aí que se centrava o nosso centro de interesse. E, ao chegarmos à sua beira, o impacto foi tremendo: aguardava-nos uma paisagem maravilhosa, em plena harmonia: as águas corriam livremente, transpondo um açude, devidamente enquadradas pelo verde dos pinheiros e o azul do céu. Digno de se ver!
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Após o êxtase da paisagem, devidamente gravado na mente de cada um, atravessámos uma ponte pedonal e, chegados à outra margem, virámos à esquerda (o local está devidamente sinalizado), tomando o rumo do Poço do Caldeirão: 500 agradáveis metros, percorridos em terra batida e num passadiço metálico edificado para o efeito.
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O Poço do Caldeirão era já ali. O Pedro, que seguia à frente, orientou o pelotão em direção a umas enormes rochas situadas em pleno leito do rio. E, de repente, surgiu ao olhar de todos a gravura dum cavalo que, vá lá saber-se o porquê, alguém, há milhares de anos atrás, resolveu reproduzir numa rocha. Porque o teria feito? Ideias há muitas, mas ninguém tem a certeza. Apenas podemos especular.
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Estivemos por ali algum tempo. Algumas perguntas surgiram, espontâneas, a vontade de saber a isso impelia. E, com toda a certeza, muitos cenários surgiram no imaginário de cada um, projetando-se no passado como algo de muito presente.
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De regresso à Barroca, agora por ruas onde o xisto atingia o seu esplendor, sempre com a explicação atenta e oportuna do Pedro, este conduziu-nos para a loja da D. Laurinda, dona da mercearia do lugar, onde cada membro da expedição foi contemplado com um esquecido, bolo tradicional da nossa região.
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De seguida, com o estômago a sorrir, dirigimo-nos para o Cento Interpretativo de Arte Rupestre do Poço do Caldeirão, situado num solar recuperado, a Casa Grande, onde se consolidou o que se tinha visto e ouvido: paleolítico (pedra lascada) e neolítico (pedra polida), nómada e sedentário, a atração da água, artefactos característicos de cada período... 
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A visita decorria, agregadora, plena de interesses muitos. Sem nos darmos conta, contudo, também o tempo, inexorável, assistia ao deslocar dos ponteiros. Teve pena de nós, pela certa, ao ver tanto interesse e entusiasmo, e não nos avisou. Resultado: chegámos meia hora atrasados à escola. Mas valeu a pena, ó se valeu! Barroca do Zêzere, pela multiplicidade de interesses, merece bem uma visita.
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P.S. No período da tarde fomos visitar o Museu Municipal José Monteiro, outro período alto do nosso dia, que merece bem outro post. Fica para o próximo dia.
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

ARQUEÓLOGO POR UM DIA - PREPARAÇÃO DA ATIVIDADE

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Educar, como todos sabemos, não se pode resumir aos conhecimentos debitados dentro de quatro paredes. Lá fora o mundo fervilha, pleno de oportunidades, e o universo educativo tem que ter isso em conta. Queremos, e devemos, preparar os alunos para a vida, não para viverem dentro de uma redoma.
A Câmara Municipal do Fundão começou a promover, de há alguns anos para cá, uma série de visitas a alguns dos pontos mais interessantes do concelho, que designou por "Rede de Visitas Educativas". Aproveitando a deixa, e tendo em conta que, neste momento, os alunos do 4.º ano começaram a "mergulhar" no estudo das raízes históricas, locais e nacionais, inscreveram-se na atividade "Arqueólogo por um dia", onde vão procurar aprofundar o conhecimento da história e do modo de vida dos povos.
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A atividade, muito apelativa, irá desenrolar-se na próxima terça-feira, dia 31, e contempla as seguintes vertentes:
- Visita ao Centro de Interpretação de Arte Rupestre na Barroca do Zêzere;
- Visita ao Museu Arqueológico José Alves Monteiro;
- Ateliê no Museu Arqueológico José Alves Monteiro.
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O segredo do êxito, para além do trabalho, tem muito a ver com planificação atempada. Foi com esse espírito que Pedro Silveira, coordenador da Rede de Visitas, esteve hoje na nossa escola, a fim de fornecer as dicas necessárias para que a atividade "Arqueólogo por um dia" dê o seu contributo para que, nos alunos, se abram com acuidade os horizontes do conhecimento.
No final, a constatação em duas vertentes: o Pedro verificou que os alunos não estranharam os conteúdos; por seu lado, os alunos aprenderam que, para lá da cortina, há sempre mais e mais para descobrir...
Para terça-feira, dia de consolidação in loco, a coisa promete. Obrigado, Pedro.
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

OS PRIMEIROS HOMENS

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Desenho de Beatriz Fradique - 4.º ano
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Desenho de Beatriz Ribeiro - 4.º ano
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Desenho de Matilde Saraiva - 4.º ano
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Desenho de Benedita Lopes - 4.º ano
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ZONA ANTIGA DE ALDEIA DE JOANES - UM PATRIMÓNIO ESQUECIDO

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Às portas da igreja
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De véspera tinha ficado a intenção: amanhã vamos visitar a zona antiga.
Aldeia de Joanes, nos tempos que decorrem, tende a ser absorvida pela expansão urbana do Fundão, havendo já muitos que consideram que, praticamente, já nada há que as separe. Profundo engano. Poderá vir a ser assim, mas de momento existe um património, oral e edificado, que torna bem claro que esta povoação tem memórias muito próprias, alicerçadas numa forma de viver bastante peculiar. Para quem tem pressa - e o mundo, convenhamos, parece cada vez mais apressado - isso não é notório, mas para quem tem tempo de sair da rua principal, embrenhando-se nas escondidas ruas e travessas da velha povoação, vai poder deslumbrar-se com o que ainda resta de antanho: duas fontes de mergulho, três chafarizes, uma igreja matriz de evidente estilo românico, apesar das posteriores reformulações, e um numeroso lote de casas quinhentistas, marca evidente da importância judaica no desenvolvimento da região.
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Fonte de mergulho
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O chanfrado dos portais quinhentistas, com um ou outro lintel decorado, começou por merecer a curiosidade dos alunos do 4.º ano, interiorizando o conceito. De tal forma que, ao depararem-se com outras habitações com a mesma marca, a "coisa", antes totalmente desconhecida, começou a parecer familiar.
Depois, na Rua do Castelo, passaram por balcões, da casa que, há muitos anos, serviu de cadeia, sempre ladeados por marcas quinhentistas. Chegados ao topo da rua, na convergência com a Rua do Alto, foram "devidamente conduzidos" a especular sobre a existência no local, noutros tempos, sobre a existência dum pequeno castelo. Segundo a tradição local, veiculada nos mais idosos, parece que ele existiu mesmo.
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Balcão na Rua do Castelo
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Passámos ao lado da Quinta do Paço, que ainda ostenta passado majestoso, e orientámos o nosso objetivo para a igreja matriz, ex-libris do local. E não é caso para menos: com um histórico que alguns remontam à influência de D. Sancho II, o Povoador, aquando do foral concedido à Covilhã, esta igreja apresenta evidentes sinais de construção românica, característicos do início da nacionalidade. Para esta convicção muito contribui a forma de aparelhamento da pedra, vestígios de arcos românicos e o que resta da cachorrada, figuras esculpidas em granito mesmo junto ao telhado. Infelizmente a maioria foi substituída posteriormente por meras figuras geométricas, restando apenas três ou quatro. Realce ainda para uma porta lateral com um arco gótico, evidente sinal de posterior acrescento.
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Exemplo de chanfrado
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O tempo ia passando, quase sem darmos conta, de tal forma estávamos imbuídos na descoberta. Os alunos, de papel e caneta na mão, iam tomando notas. O sol, porém, é que não estava para concessões. E, vergados pelo poder do astro, mais não restou que empreender o caminho inverso.
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O chafariz retemperador
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Um dos chafarizes, o único com água potável, estava mesmo à mão de semear quando o calor mais apertava. E eles lá se dessedentaram, ganhando forças para reparar, enquanto caminhavam, numa ou outra romãzeira. A escola, felizmente, já estava perto.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

BIOGRAFIA DO INFANTE D. HENRIQUE

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Ilustração de Adriana Cruz - 4.º ano
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O Infante D. Henrique nasceu no Porto, no dia 4 de março de 1394. Foi o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Ficou conhecido pela sua coragem, energia e iniciativa, mas também pela sua obstinação e teimosia. Dedicou a sua vida à campanha marítima, foi o grande impulsionador dos descobrimentos e, por isso, ficou conhecido como Infante de Sagres ou Navegador.
Acompanhou várias conquistas e descobertas e sob o seu comando, foram descobertas novas terras: em 1415 atacou e conquistou Ceuta; entre 1419 e 1420, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira descobriram o arquipélago da Madeira; em 1427, Gonçalo Velho descobriu o arquipélago dos Açores; em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador; em 1460 foi descoberta a Serra Leoa.
Era uma pessoa com um caráter muito religioso. Foi «protetor» da Universidade de Lisboa, em especial do curso de Teologia.
O Infante D. Henrique morreu no dia 13 de novembro de 1460.
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Ilustração de Dinis Monteiro - 4.º ano
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Turma do 4.º ano - trabalho coletivo
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

VISITA AO MUSEU - FRASES SOLTAS

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Primeiro entrámos numa sala onde havia algumas pedras e, por trás, estavam gravuras com a evolução do homem.
Fábio Reis
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O guia disse-nos que os homens antigos faziam desenhos nas rochas. Eu acho que eles faziam aqueles desenhos para dizerem como era a sua vida e como viviam.
Mariana Carrondo
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No museu disseram-nos várias coisas. Por exemplo, antes de o homem conseguir cultivar era caçador-recoletor.
Rita Mesquita
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O homem andava de um lado para o outro, comia raízes, frutos silvestres, caçava e pescava. Ele afiava pedras para fazer machados e armas.
Thomaz Sousa
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 Nós vimos ferramentas do tempo em que o homem era caçador-recoletor, como machados de pedra e umas pedras que eram trabalhadas para tirar as peles aos animais que caçavam. Depois utilizavam as peles para fazer roupas.
Francisco Araújo
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O guia explicou-nos que, quando o homem descobriu a agricultura e a domesticação dos animais, passou a ser sedentário.
Madalena Filipe
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O senhor mostrou-nos uma mó manual que servia para moer cereais e depois fazer papas e outras coisas.
Rita Duarte
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Entretanto fomos para uma sala dedicada aos Romanos. Vimos moedas, telhas, canalizações, mosaicos e outras coisas.
José Pedro Tadeia
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Os Romanos já tinham canalizações, mosaicos e uma espécie de frigorífico, que era uma talha onde guardavam a comida.
João Matias
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Vimos a epigrafia, que é a escrita numa coisa dura. Vimos estelas, marcos miliários e outras pedras gravadas.
Duarte Rocha
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Aprendi que os Romanos tinham quatro tipos de casas.
Miguel Pires
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No final vimos duas pedras grandes que representavam dois guerreiros.
Laura Adriano
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Eu gostei muito de ir ao Museu Municipal José Monteiro.
André Antunes
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

VISITA AO MUSEU ARQUEOLÓGICO JOSÉ MONTEIRO

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Sexta-feira, dia 18, fomos ao Museu Arqueológico Municipal José Monteiro.
Primeiro saímos da escola e apanhámos o autocarro para o museu. Quando lá chegámos fomos apresentados a um senhor que nos ia guiar.
Vimos muitos objetos dos tempos antigos e ficámos a saber mais sobre quando o homem era caçador-recoletor.
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Passámos à fase sedentária, onde o homem trabalhava os minerais e aprendeu que podia cultivar e domesticar os animais. Começou a construir casas, mas sempre com coisas simples.
Depois vimos a parte dedicada aos Romanos. A chegada dos Romanos foi muito importante, trouxeram para cá as suas fantásticas formas de construir e os seus costumes. Ficaram cá durante oito séculos. Vimos a epigrafia romana (estelas, marcos miliários) e outros adereços como canalizações, telhas, talhas...
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Depois, infelizmente, acabou a visita. Mas se quiserem aprender e saber mais, visitem o Museu José Monteiro, onde se encontra uma grande variedade de coisas sobre a história da nossa região.
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Texto: Francisco Paulo - 4.º ano
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

LENDA DA ARGEMELA

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Cabeço da Argemela
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Empenhados em levantar a poeira de certas memórias que, infelizmente, se vão perdendo, os nossos alunos começaram a fazer a recolha de algum património imaterial. Fiquemos com um exemplar das primeiras recolhas, uma das várias lendas que se contam sobre a Argemela.  
O cabeço da Argemela, situado no centro de um triângulo com os vértices nas povoações de Lavacolhos, Telhado e Barco, foi outrora habitado, como o comprovam os vestígios, ainda aí visíveis, de um castro que, segundo alguns, é de origem lusitana.
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No vale do rio Zêzere, na fronteira entre os concelhos do Fundão e Covilhã, existe um cabeço de elevadas proporções chamado Argemela. Ali construíram outrora um castelo, os Romanos ou os Mouros.
Nas faldas de uma colina sobranceira, na margem oposta ao rio, teve igualmente assento a residência de um rei godo, que lutou sem tréguas contra os invasores mouros.
Aconteceu que, certo dia, o rei godo teve de ausentar-se, deixando sem guarda a sua única filha, que era muito bonita. O mouro, aproveitando a ocasião, assaltou o solar do rei godo e raptou-lhe a filha.
O rei, ao regressar, e ao dar pela falta da filha, jurou vingar-se, o que, na verdade, nunca conseguiu. Constando-lhe que a filha fora morta e ouvindo vagamente os seus gemidos sem que pudesse precisar onde ela se encontrava, dizia, lamentando-se:
- No ar geme ela. Este desabafo do pai resultou na palavra Argemela, nome pelo qual é conhecido o referido cabeço.
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Recolha de José Pedro Tadeia - 4.º ano
Fonte: Contos e Lendas da Beira, de Jaime Lopes Dias
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