sexta-feira, 26 de maio de 2017

JOGOS MATEMÁTICOS - JOGAR A PARTILHAR

.
.
O sentido da vida, para ser bem assimilado, carece de constante comunicação, com as portas sempre abertas, ao mesmo tempo que se vão, com segurança, consolidando defesas. Basicamente é isto, para lá de todos os devaneios, pois nada se consegue construir sem bases de sustentação, com um toque de sonho quanto baste. 
.
.
Hoje os alunos do 1.º ano, devidamente tutorados pelos do 3.º, foram iniciados nos desafios exigidos pelo jogo matemático "Rastros", um dos quatro que constam do nosso "Projeto Jogos Matemáticos". No início, respeitando a hierarquia, os caloiros mostraram-se humildes. Mas, com o andar da carruagem, e motivados pela açucarada partilha, logo se soltaram, não refreando um grito de entusiasmo quando um deles, mais expedito, conseguia ganhar um jogo.
.
.
Voltando ao que dissemos no início (a vida, muitas vezes, parece uma pescadinha de rabo-na-boca) as coisas, para terem sentido, carecem mesmo de constante comunicação e partilha. Foi o que eles fizeram. E sentiram-se felizes, podem crer.
.
.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

UM QUARTO DE VOLTA À DIREITA

.
.
A orientação, seja qual for o ângulo de análise, sempre foi uma mais valia para quem a sabe utilizar: no espaço, no tempo, na vida...
Hoje os alunos do 3.º ano andaram a "brincar às orientações", tendo cada aluno que percorrer um circuito obedecendo às diretrizes de outro. Aqui é que residia o busílis da questão: quem definia as coordenadas tinha que o fazer da melhor forma, caso contrário o caminhante saía do percurso. E era ouvi-lo: três passos em frente; um quarto de volta à direita; dois passos em frente; um quarto de volta à esquerda...
Se o orientador se enganava, era o ohhh! geral. Pretexto para outros entrarem em cena, com vontade de tudo fazerem bem.
Se olharmos à nossa volta, vemos que há quem oriente, há quem prefira ser orientado, mas também há quem oriente e não se saiba orientar. A vida, complexa, tem destas coisas.
.
.
.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O SENHOR DO SEU NARIZ E OUTRAS HISTÓRIAS

.
.
Nas últimas aulas do projeto "Um livro, um tesouro", os alunos do 3.º ano ficaram a conhecer o senhor ilustrado na capa deste livro. Nele, Álvaro Magalhães conta-nos a história de um rapaz condenado a carregar, desde a nascença, um nariz do tamanho de um chouriço que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça. O senhor do seu nariz soube muito bem aproveitar as vantagens do seu imponente nariz, e aprendeu a dar cada vez menos importância a pormenores menos agradáveis! Ninguém é perfeito! :)
Histórias desta natureza, divertidas e que contribuem para melhorar a autoestima, procurando sempre o melhor de cada um e aceitando as diferenças de todos conduzem, inevitavelmente, a outras histórias semelhantes. Pois, já estão a imaginar as graças e desgraças que os alunos do 3.º ano estão a preparar. Só para lançar a curiosidade, aqui deixamos alguns títulos das histórias que estão a nascer...
.
A menina do seu cabelo - Beatriz Marques
O menino das suas orelhas - Matilde Saraiva
O senhor da sua cabeça - Alan Galante
O senhor do seu bigode - Rodrigo Antunes
O senhor dos seus dentes - Beatriz Fradique
A senhora dos seus pés - Joana Augusto
.

terça-feira, 23 de maio de 2017

RIBEIRINHO

.
Foz d'Égua (Arganil)
.
Sei donde vens, não sei para onde vais. Nos dias que me vão iluminando, cada vez mais de rejeição à sombra, basta-me que te mexas, que circules, que não deixes de andar. 
Não te percas em delongas, que te fazem perder o norte, mas acaricia quem precisa. Essas são marcas que, quando sentidas, poderão mudar um desígnio. Honra, portanto, cada gesto. Se, entretanto, chegares a alguma enseada apaziguadora, que te tente a ficar, não te esqueças das tuas origens. Serão elas que, passada a euforia, te darão a sustentação e o equilíbrio necessários para perceberes se chegaste, ou não, à foz do teu destino.
Vai, não pares. A vida espera por ti.
.
AC
.
.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A HISTÓRIA QUE NASCEU PARA SER HISTÓRIA

.
.
Os alunos de 5 anos do Jardim de Infância de Aldeia de Joanes voltaram a dar as mãos aos colegas de 1.º ano, no encontro que decorreu a semana passada na nossa escola.
Desta vez, aguardava-os uma surpresa que só seria desvendada no final do encontro. Até chegar esse momento, os alunos tiveram entre mãos diversas atividades sobre animais.
Depois de identificaram e imitarem as vozes de alguns animais, as crianças dos dois níveis de ensino juntaram-se em grupos e, socorrendo-se de alguns conhecimentos já adquiridos e de pequenos textos informativos, preencheram o bilhete de identidade de dez animais diferentes. Finalizada a tarefa, apresentaram o seu trabalho à plateia enriquecendo assim os saberes de todos.
Da realidade, fomos caminhando para o mundo geométrico da matemática, construindo figuras de animais com recurso ao Tangram.
Tinha chegado a altura de entrarmos no mundo mágico das histórias de animais... Mostrando vários livros de histórias aos alunos, as professoras, num jogo de faz-de-conta, mostravam-se algo desanimadas por não encontrarem nenhum livro onde entrassem os dez animais que constavam dos bilhetes de identidades distribuídos... Ora, foi então que a profª Isabel referiu que se tinha lembrado de uma história onde aqueles dez animais eram personagens de mil e uma aventuras... Com a curiosidade ao rubro, começou a ler a história "O Coelhinho Saltitão", uma história escrita, no ano passado, pelas crianças que frequentavam o Jardim de Infância. Doze dessas crianças frequentam este ano o 1.º ano de escolaridade, pelo que, no âmbito do projeto "Crescer de Mãos Dadas", a sugestão de abraçar a iniciativa da profª Isabel fez todo o sentido.
A surpresa foi finalmente revelada aos alunos e a história que nasceu história, há um ano atrás, foi publicada num "verdadeiro livro" (expressão referida pelos alunos, estupefactos que ficaram com a novidade) apresentado no Dia Mundial da Criança, dia 1 de junho, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade.
Com final feliz, é mesmo uma história que nasceu e cresceu para ser história...
.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CANAL 18 - PROGRAMA "JÁ SEI LER"

Hoje, logo pela manhã, a televisão da sala do 1.º ano passou um programa muito especial... A ansiedade dos alunos era visível, pois o programa "Já sei ler" ia fazer a sua estreia! 
Leitores e telespetadores aguardavam impacientes, e assim que a TV foi ligada, de imediato apareceu o nosso primeiro leitor! Com um sorriso de orelha a orelha, cativou de imediato a plateia e iniciou a sua apresentação com a leitura da história "O menino guloso".

.

.
Outros leitores se seguiram do lado de lá do ecrã... 


.
Sempre que necessário, os nossos telespetadores aumentavam ou diminuíam o volume da TV e os nossos leitores, mantendo a postura no papel que desempenhavam, eram cúmplices desse gesto, satisfazendo a vontade dos ouvintes. :)
.

.
Na verdade, não é todos os dias que se lê na televisão! :)
Como a estreia deste programa foi um sucesso, para a semana novos leitores estarão no canal 18, no programa "Já sei ler".
Aqui fica mais uma estratégia pela conquista do prazer de ler!
.
.

SERES VIVOS - ANIMAIS

.
Trabalho de Tiago Luzio - 1.º ano
.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ANFÍBIOS - SESSÃO PREPARATÓRIA DA VISITA À GARDUNHA

.
.
Após diversas sessões, levadas a efeito, ao longo do ano, sobre a forma desajustada de como são vistos os anfíbios - no projeto o enfoque recaiu sobre os que povoam a Gardunha - chegou a hora de os ir "espreitar" no seu habitat.
Para que a visita decorra da melhor forma, com a curiosidade e o comportamento adequados, Sandra Leitão, dinamizadora do Projeto "Anfíbios, os mal-amados", preparou esta sessão (ontem nas turmas dos 1.º e 3.º anos, amanhã nas do 2.º e 4.º) com todo o cuidado, não se coibindo de trazer uma rã verde, devidamente acautelada, para melhor motivar.
Há muito para ver, há muito para impressionar. A visita promete, sem dúvida.
.
.
.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

PRODUZIR MATERIAIS

.
.
Há quem diga que o programa de Matemática do 1.º Ciclo está mal redimensionado, exigindo aprendizagens demasiado complexas para o escalão etário dos alunos que o frequentam. A argumentação, contrária ou a favor, não vem à questão, pois o trabalho, para lá das convicções de quem faz lei, tem que tentar ser cumprido. É nisso que reside a dignidade de quem está no terreno, tentar fazer o melhor.
.
.
Os alunos do 3.º ano têm que cumprir um programa extensíssimo. Se for para assimilar, de uma forma consolidada, os conceitos propostos, diríamos que é demasiado cedo. Conforta-nos, contudo, a ideia de que, no 4.º ano, se voltará à abordagem dos mesmos. E vem-nos, à memória, um velho ditado: água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura.
.
.
Mas não basta insistir, é preciso entender. Para isso, nada melhor que arranjar estratégias para os alunos, a pouco e pouco, irem construindo o edifício das suas aprendizagens. 
Ontem e hoje, divididos por grupos, a turma foi desafiada a elaborar cartazes com as diferentes medidas que já aprenderam. Uma tarefa aparentemente simples, mas muito mais complexa do que eles pensavam: tiveram que se socorrer dos conhecimentos que já tinham das medidas de comprimento, de consultar, de utilizar a régua, de percecionar o espaço, de dividir, de marcar, traçar, saber partilhar, dar espaço aos outros. Por fim, após alguns desideratos, normalmente ligados à demasiada importância que dão, nestas idades, em demarcar espaço próprio, lá conseguiram ver a luz ao fundo do túnel.
Ensinar é missão gratificante, sem dúvida, pela recompensa do resultado do trabalho feito. Mas... quem disse que era coisa simples?
.
.

PARABÉNS, AFONSO!

.
.
Eu sou o Afonso Bento e fiz 8 anos no sábado, dia 13 de maio.
Fiz uma festa de anos e convidei os meus amigos. Os presentes que recebi foram legos e livros. Andámos de bicicleta, jogámos à bola, comemos muitas coisas e, por fim, comemos bolo.
As minhas cores preferidas são laranja e verde e os meus frutos preferidos são amoras e mangas.
Eu gosto de jogar PS 4, PS Vita e tablet.
Eu tenho peixes lá em casa que a minha tia me ofereceu.
Eu estou feliz por ter 8 anos.
.
.