quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

A COLHEITA DO MILHO

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LUÍSA DUCLA SOARES - BIOGRAFIA

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Nome: Maria Luísa Bliebernich Ducla Soares de Sottomayor Cardia
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Data de nascimento: 20 de julho de 1939
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Local de nascimento: Lisboa
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Profissão: Tradutora, consultora literária e jornalista
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Obras: Contrato; A História da Papoila; O Dr. Sauro e o Dinossauro; O Urso e a Formiga; O Soldado João; O Ratinho Marinheiro; O Menino e a Nuvem; O Dragão; O Rapaz de Nariz Comprido; ...
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Factos importantes: O seu primeiro livro de poesia data de 1970 e intitula-se "Contrato".
Tem-se dedicado como estudiosa e autora de literatura infanto-juvenil.
Publicou 45 obras infanto-juvenis.
Recebeu o "Prémio Calouste Gulbenkian" para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985 e o "Grande Pémio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996.
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Trabalho realizado por David Oliveira - 4.º ano
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terça-feira, 28 de Outubro de 2014

NO MILHEIRAL

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E se, de repente, como quem não quer a coisa, oitenta e tal alunos de uma escola, mais os seus professores e auxiliares, fossem vistos num milheiral? Que pensar?
Pois bem, não era nada de transcendente. Era apenas uma escola a tentar mergulhar na realidade, misturada com muitas memórias dos ancestrais, condição necessária para melhor se entender o mundo.
O milheiral era da D. Carminha, que antecipadamente tinha sido contactada pela Teresa. Depois de lhe ser explicado o que pretendíamos - colher milho para uma desfolhada, que depois lhe seria devolvido, já descamisado e (algum) debulhado - a prestável senhora logo disponibilizou o seu milheiral. E esta tarde, munidos da necessária curiosidade e alegria - para metade dos alunos foi a primeira vez - os nossos pequenotes "invadiram" o milheiral, colhendo maçarocas com uma tal rapidez e entusiasmo que, quando lhes disseram que já chegava, quase todos exclamaram, em coro:
- Já!!?
Mas o entusiasmo deles por estas atividades, não se vai ficar por aqui, apenas ficou adiado. É que daqui a alguns dias, depois de o milho estar mais seco, vamos fazer, no recinto da escola, uma desfolhada, a que se seguirá uma debulha. Nessa altura, acompanhados de umas boas papas de carolo, mediremos, então, o grau do seu entusiasmo. :)
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segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

A MINHA ÁRVORE GENEALÓGICA

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Ariana Tinalhas - 3.º ano

Guilherme Duarte - 3.º ano
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sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

EU TAMBÉM GOSTO DE TI, PROFESSOR

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É sempre assim. Quando os alunos entram pela primeira vez para a escola, uns já com 6 anos feitos, outros ainda com 5, os primeiros tempos são muito intensos. Passarinhos que ainda são, denotam no brilho dos olhos uma enorme vontade de crescer, de aprender, e têm alguma dificuldade em perceber que isso só se consegue com regras. E é por aí que o trabalho se vai desenvolvendo. Se, por um lado, há que aproveitar e cultivar o seu genuíno entusiasmo, saciando-lhes a curiosidade, por outro há que se ser paciente, ensinar-lhes novas formas de estar, abrir-lhes, lentamente, as portas para outra dimensão, que se pretende que seja à medida do seu desejável crescimento. É um trabalho lento, de canteiro (mas sem sigla), um burilar paciente que se vai perpetuar nos próximos anos...
A Inês (nome fictício) é uma menina que, por norma, interioriza muito as coisas. Gosta de saber, de aprofundar, mas sempre numa zona confortável, que é o mundo das regras. Nisso está um pouco à frente da maioria dos colegas. Ontem, no final do dia, provavelmente devido ao excesso de carga horária - eles estiveram sempre comigo desde as 9 até às 17 horas - a Inês revelou alguma agitação. Chamei-lhe a atenção para o facto e, surpreendentemente, ela baixou os olhos, parecia mesmo que ia começar a chorar. Mas lá se aguentou.
A saída foi quase logo a seguir. Fiquei, como sempre, junto à porta, enquanto eles iam desfilando o seu até amanhã, quase sempre esfusiante. A Inês, contudo, continuava triste, e senti que não podia deixar que ela saísse assim. Chamei-a e dei-lhe um pequeno abraço.
- Inês, sabes que gosto muito de ti?
- Eu também gosto de ti, professor.
E saiu.
Hoje, de manhã, a Inês trazia um sorriso luminoso, que se prolongou até à saída. Não sei, confesso, se foi da nossa despedida, se foi doutra coisa qualquer. O que é certo é que o sorriso dela ajudou a iluminar o meu dia.
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ENREDOS, BRUXEDOS E OUTROS MEDOS

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Hoje as turmas do 2.º e do 4.º ano foram à Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade. Para a semana vão as outras.
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Hoje fomos visitar a Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade para a Hora do Conto. O tema era "Enredos, bruxedos e outros medos" e para alguns meninos as histórias foram um bocadinho assustadoras, como por exemplo, "A Bruxa Arreganhadentes" e muito mais que eu depois irei escrever.
As senhoras da Biblioteca decoraram um cenário muito assustador, porque elas iam contar histórias de bruxas, monstros e vampiros, e esses livros eram " A Bruxa Arreganhadentes", "Não me comas a mim" e "Uma palmada na testa".
No fim a Dra. Dina deu à nossa escola uma bruxinha feita de madeira para as duas turmas. Podemos dar-lhe um nome, meter uns olhinhos, pintá-la, fazer histórias com ela e muitas mais coisas.
Foi muito divertido!
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Texto da Daniela - 4.º ano
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quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

CULTIVAR A POESIA

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Na sala do 3.º ano, a leitura de poemas e a reescrita de outros semelhantes continua a dar "frutos".
Desta vez, a exploração do poema "A sementeira" de Luísa Ducla Soares levou à divertida criação de quadras onde a mentira e a verdade se misturam no mundo da fantasia.
Se algo queremos colher, é preciso primeiro aprenderem a semear... :)
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Semearam palavras, colheram poesia...
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Semeei na minha mochila............................................Semeei lá no meu quarto
maçã, pera e banana:....................................................uma coelha encantada:
passada uma hora.........................................................nasceu uma estranha turma
nasceu uma cabana. .....................................................muito desarrumada.
    (Afonso Carrasco) ............................................................................................................(Filipa Carvalho)
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Semeei na minha quinta .............................................. Semeei na minha quinta 
a malandreca da Rita:  ...................................................um trator vermelho:
ficou lá dois dias...........................................................  passada uma semana
e nasceu uma sanita. .................................................... nasceu um escaravelho.
    (Alexandra Abrantes) ........................................................................ (Guilherme Duarte)
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Semeei na minha viola ..................................................Semeei na minha quinta
uma pintarola: ................................................................ um grande marmeleiro:
nasceu uma bola ............................................................ passado ano e meio
chamada Carambola. ................................................... ..nasceu um pasteleiro.
    (Alexandre Bento) ..........................................................................................................   (Joana Agostinho)
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Semeei na minha quinta ............................................... Semeei na minha quinta
uma bonita escola: .......................................................  uma bonita flor
passado um bocadinho ................................................ quando chegou a primavera
nasceram coelhos numa cartola. ..................................nasceu a Leonor.
    (António Solipa) ........................................................................................... ................... .. (Leonor Marques)
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Semeei no meu campo ...................................................Semeei no meu chão
uma folha de papel: ........................................................ livros com longas tranças:
nasceu uma fada dos dentes .........................................nasceram professores
chamada Gabriel. ............................................................numa escola com crianças.
    (Ariana Tinalhas) ............................................................................................................... (Margarida Matos)
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Semeei no meu quintal .................................................. Semeei na minha quinta
uma prenda de Natal: ....................................................  um boletim de totobola
nasceu um grande menino ............................................ nasceu uma bela dama
com barba e avental. ...................................................... a tocar viola.
    (Bernardo Martins) .............................................................................................................. (Mariana Martins)
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Semeei no hospital ......................................................... . Semeei na minha quinta
as minhas pequenas muletas .......................................... um cachorro e um cão.
delas vieram nascer ........................................................ .E o que foi lá nascer?
umas lindas borboletas. .................................................  .Um enorme coração!
    (Daniela Mendes) ............................................................................................... .......................(Rúben Pinto)

Semeei na minha testa ....................................................Semeei na minha mala
três salsichas em lata: .....................................................um telefone sem bateria:
nasceu algo tão estranho ...............................................nasceu uma vaca gordinha
parecia uma barata. ..........................................................que tinha muita mania.
    (Diogo Monteiro) ...................................................................................................................... (Sara Marques)
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Semeei no meu cabelo ......................................................Semeei na minha pena
uma grande mosca morta. .................................................dez almofadas a cantar:
O que será que vai nascer? ............................................. nasceram vinte galos
Uma bota ou uma torta? ....................................................a miar, miar, miar...
    (Eduardo Lopes) ......................................................................................................................... (Tomás Matos)
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Semeei na minha chaminé
um pó bem negro e preto:
nasceram um casal e um bebé
a fazer um grande cafoné;
também nasceu um velho ché-ché
a cantar "Ola-ri-ló-lé"!
 (Miguel Oliveira)
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PARABÉNS, JOANA!

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A Joana é uma menina toda expedita, desembaraçada, denotando expontaneidade em tudo o que diz e faz. Com ela não há lamechices nem tristezas, as coisas são para seguir em frente e pronto.
De há uns dias para cá, contudo, quem estivesse mais atento dava conta que havia algo que estava a mexer com ela. Mas não havia qualquer enigma, ela própria se encarregava de desvendar aquilo que lhe estava a fazer cócegas: "estou quase a fazer anos". E isto dia após dia.
Hoje, finalmente, a Joana fez 6 anos. E estava tão embrenhada no facto que quase não parecia a mesma. Fazer meia dúzia, para eles, é mesmo muito, e a Joana estava a sentir, nitidamente, a responsabilidade!
Muitas felicidades, Joana, e... parabéns!
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FOLHAS DE OUTONO

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Tantas folhas, tantas, tantas!
E nós a querer jogar
Ó Teresa, traga a vassoura
O nosso campo já doura
Temos que as pôr no lugar.
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quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

COLHER AZEITONAS

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Todos os anos, por esta altura, a nossa escola costuma fazer conserva de azeitonas. Para que isso suceda é preciso primeiro colhê-las, e essa função, por uma questão de estatuto, é sempre entregue aos alunos do 4.º ano. Portanto, chegada esta altura, eles já sabem: há que dar cumprimento à tarefa de colher as azeitonas necessárias para se fazer a conserva.
Hoje, ao fim da tarde, com o sol a aquecer as vontades, o olival que fica por trás da escola foi "invadido" pelos nossos finalistas, a fim de se abastecerem da preciosa matéria prima para o cerimonial da conserva, esse sim, já com a envolvência de todos os alunos da escola. 
Para a maioria foi a primeira vez e, pelo que se viu, adoraram a experiência. Não haja dúvida, não há nada como a prática para ajudar a assimilar conhecimentos.
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Satisfação geral depois do trabalho realizado.
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