sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

EU TAMBÉM GOSTO DE TI, PROFESSOR

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É sempre assim. Quando os alunos entram pela primeira vez para a escola, uns já com 6 anos feitos, outros ainda com 5, os primeiros tempos são muito intensos. Passarinhos que ainda são, denotam no brilho dos olhos uma enorme vontade de crescer, de aprender, e têm alguma dificuldade em perceber que isso só se consegue com regras. E é por aí que o trabalho se vai desenvolvendo. Se, por um lado, há que aproveitar e cultivar o seu genuíno entusiasmo, saciando-lhes a curiosidade, por outro há que se ser paciente, ensinar-lhes novas formas de estar, abrir-lhes, lentamente, as portas para outra dimensão, que se pretende que seja à medida do seu desejável crescimento. É um trabalho lento, de canteiro (mas sem sigla), um burilar paciente que se vai perpetuar nos próximos anos...
A Inês (nome fictício) é uma menina que, por norma, interioriza muito as coisas. Gosta de saber, de aprofundar, mas sempre numa zona confortável, que é o mundo das regras. Nisso está um pouco à frente da maioria dos colegas. Ontem, no final do dia, provavelmente devido ao excesso de carga horária - eles estiveram sempre comigo desde as 9 até às 17 horas - a Inês revelou alguma agitação. Chamei-lhe a atenção para o facto e, surpreendentemente, ela baixou os olhos, parecia mesmo que ia começar a chorar. Mas lá se aguentou.
A saída foi quase logo a seguir. Fiquei, como sempre, junto à porta, enquanto eles iam desfilando o seu até amanhã, quase sempre esfusiante. A Inês, contudo, continuava triste, e senti que não podia deixar que ela saísse assim. Chamei-a e dei-lhe um pequeno abraço.
- Inês, sabes que gosto muito de ti?
- Eu também gosto de ti, professor.
E saiu.
Hoje, de manhã, a Inês trazia um sorriso luminoso, que se prolongou até à saída. Não sei, confesso, se foi da nossa despedida, se foi doutra coisa qualquer. O que é certo é que o sorriso dela ajudou a iluminar o meu dia.
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ENREDOS, BRUXEDOS E OUTROS MEDOS

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Hoje as turmas do 2.º e do 4.º ano foram à Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade. Para a semana vão as outras.
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Hoje fomos visitar a Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade para a Hora do Conto. O tema era "Enredos, bruxedos e outros medos" e para alguns meninos as histórias foram um bocadinho assustadoras, como por exemplo, "A Bruxa Arreganhadentes" e muito mais que eu depois irei escrever.
As senhoras da Biblioteca decoraram um cenário muito assustador, porque elas iam contar histórias de bruxas, monstros e vampiros, e esses livros eram " A Bruxa Arreganhadentes", "Não me comas a mim" e "Uma palmada na testa".
No fim a Dra. Dina deu à nossa escola uma bruxinha feita de madeira para as duas turmas. Podemos dar-lhe um nome, meter uns olhinhos, pintá-la, fazer histórias com ela e muitas mais coisas.
Foi muito divertido!
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Texto da Daniela - 4.º ano
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quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

CULTIVAR A POESIA

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Na sala do 3.º ano, a leitura de poemas e a reescrita de outros semelhantes continua a dar "frutos".
Desta vez, a exploração do poema "A sementeira" de Luísa Ducla Soares levou à divertida criação de quadras onde a mentira e a verdade se misturam no mundo da fantasia.
Se algo queremos colher, é preciso primeiro aprenderem a semear... :)
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Semearam palavras, colheram poesia...
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Semeei na minha mochila............................................Semeei lá no meu quarto
maçã, pera e banana:....................................................uma coelha encantada:
passada uma hora.........................................................nasceu uma estranha turma
nasceu uma cabana. .....................................................muito desarrumada.
    (Afonso Carrasco) ............................................................................................................(Filipa carvalho)
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Semeei na minha quinta .............................................. Semeei na minha quinta 
a malandreca da Rita:  ...................................................um trator vermelho:
ficou lá dois dias...........................................................  passada uma semana
e nasceu uma sanita. .................................................... nasceu um escaravelho.
    (Alexandra Abrantes) ........................................................................ (Guilherme Duarte)
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Semeei na minha viola ..................................................Semeei na minha quinta
uma pintarola: ................................................................ um grande marmeleiro:
nasceu uma bola ............................................................ passado ano e meio
chamada Carambola. ................................................... ..nasceu um pasteleiro.
    (Alexandre Bento) ..........................................................................................................   (Joana Agostinho)
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Semeei na minha quinta ............................................... Semeei na minha quinta
uma bonita escola: .......................................................  uma bonita flor
passado um bocadinho ................................................ quando chegou a primavera
nasceram coelhos numa cartola. ..................................nasceu a Leonor.
    (António Solipa) ........................................................................................... ................... .. (Leonor Marques)
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Semeei no meu campo ...................................................Semeei no meu chão
uma folha de papel: ........................................................ livros com longas tranças:
nasceu uma fada dos dentes .........................................nasceram professores
chamada Gabriel. ............................................................numa escola com crianças.
    (Ariana Tinalhas) ............................................................................................................... (Margarida Matos)
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Semeei no meu quintal .................................................. Semeei na minha quinta
uma prenda de Natal: ....................................................  um boletim de totobola
nasceu um grande menino ............................................ nasceu uma bela dama
com barba e avental. ...................................................... a tocar viola.
    (Bernardo Martins) .............................................................................................................. (Mariana Martins)
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Semeei no hospital ......................................................... . Semeei na minha quinta
as minhas pequenas moletas .......................................... um cachorro e um cão.
delas vieram nascer ........................................................ .E o que foi lá nascer?
umas lindas borboletas. .................................................  .Um enorme coração!
    (Daniela Mendes) ............................................................................................... .......................(Rúben Pinto)

Semeei na minha testa ....................................................Semeei na minha mala
três salsichas em lata: .....................................................um telefone sem bateria:
nasceu algo tão estranho ...............................................nasceu uma vaca gordinha
parecia uma barata. ..........................................................que tinha muita mania.
    (Diogo Monteiro) ...................................................................................................................... (Sara Marques)
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Semeei no meu cabelo ......................................................Semeei na minha pena
uma grande mosca morta. .................................................dez almofadas a cantar:
O que será que vai nascer? ............................................. nasceram vinte galos
Uma bota ou uma torta? ....................................................a miar, miar, miar...
    (Eduardo Lopes) ......................................................................................................................... (Tomás Matos)
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Semeei na minha chaminé
um pó bem negro e preto:
nasceram um casal e um bebé
a fazer um grande cafoné;
também nasceu um velho ché-ché
a cantar "Ola-ri-ló-lé"!
 (Miguel Oliveira)
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PARABÉNS, JOANA!

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A Joana é uma menina toda expedita, desembaraçada, denotando expontaneidade em tudo o que diz e faz. Com ela não há lamechices nem tristezas, as coisas são para seguir em frente e pronto.
De há uns dias para cá, contudo, quem estivesse mais atento dava conta que havia algo que estava a mexer com ela. Mas não havia qualquer enigma, ela própria se encarregava de desvendar aquilo que lhe estava a fazer cócegas: "estou quase a fazer anos". E isto dia após dia.
Hoje, finalmente, a Joana fez 6 anos. E estava tão embrenhada no facto que quase não parecia a mesma. Fazer meia dúzia, para eles, é mesmo muito, e a Joana estava a sentir, nitidamente, a responsabilidade!
Muitas felicidades, Joana, e... parabéns!
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FOLHAS DE OUTONO

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Tantas folhas, tantas, tantas!
E nós a querer jogar
Ó Teresa, traga a vassoura
O nosso campo já doura
Temos que as pôr no lugar.
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quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

COLHER AZEITONAS

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Todos os anos, por esta altura, a nossa escola costuma fazer conserva de azeitonas. Para que isso suceda é preciso primeiro colhê-las, e essa função, por uma questão de estatuto, é sempre entregue aos alunos do 4.º ano. Portanto, chegada esta altura, eles já sabem: há que dar cumprimento à tarefa de colher as azeitonas necessárias para se fazer a conserva.
Hoje, ao fim da tarde, com o sol a aquecer as vontades, o olival que fica por trás da escola foi "invadido" pelos nossos finalistas, a fim de se abastecerem da preciosa matéria prima para o cerimonial da conserva, esse sim, já com a envolvência de todos os alunos da escola. 
Para a maioria foi a primeira vez e, pelo que se viu, adoraram a experiência. Não haja dúvida, não há nada como a prática para ajudar a assimilar conhecimentos.
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Satisfação geral depois do trabalho realizado.
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O PIÃO

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E se, de repente, por uma feliz conjugação de factos - andamos a dar o p e o Francisco levou um pião, dos tradicionais, para a escola- alguém ousasse lançar o pião? Pois bem, houve alguém, da velha guarda, que ousou mesmo, e eles foram convidados a registar o momento.
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Desenho da Beatriz Ribeiro - 1.º ano
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Desenho da Maria Benedita - 1.º ano
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Desenho da Nádia Pereira - 1.º ano
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A LUTA PELA "TAÇA MARMELADA DAS GLÓRIAS"

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Do marmelo, o fruto, ao Marmelo, o protagonista da história que se segue...
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Todos os anos, o Marmelo jogava futebol para ganhar a "Taça Marmelada das Glórias", mas nunca a conseguia ganhar porque jogava num clube muito fraco chamado "Marmelos da Quinta da Marmelona Futebol Clube".
Coitado do Marmelo, nunca era campeão e só recebia treze euros por mês.
Houve uma ano em que ainda chegou à final contra o clube dos "Marmelos Podres", mas perdeu por três golos.
Chegou a pensar abandonar o clube, mas depois os colegas convenceram-no a não sair.
Em dois mil e dezassete, o presidente recebeu uma carta a perguntar se o Marmelo podia ir jogar para o "Marmelada Doce Futebol Emocionante" mas, a princípio, o presidente não deixou.
O treinador do Marmelo chegou junto do presidente e disse-lhe:
- Então, presidente, ele está ainda muito verde, tem de o deixar ir para outra equipa.
- Pensando bem, tem razão... - respondeu o presidente.
No novo clube, o Marmelo ia receber doze milhões de euros por mês! Como já estava decidido que o Marmelo ia ser transferido, foram contar-lhe a notícia.
Quando o Marmelo ouviu aquilo, gritou:
- VOU RECEBER DOZE MILHÕES DE EUROS POR MÊS?!?
Ficou tão contente que arrumou as coisas e foi-se embora em menos de um minuto.
A viagem era para demorar quatro horas, mas ele ficou tão feliz que fez a viagem numa hora.
Quando o Marmelo chegou ao novo clube "Marmelada Doce Futebol Emocionante" começou logo a treinar.
O treinador do novo clube foi inscrever a equipa na "Taça Marmelada das Glórias". Quando chegou, o Marmelo perguntou-lhe:
- Treinador, tem a certeza que vamos ganhar a Taça?
- Se a equipa jogar bem, se vocês tiverem amadurecido o suficiente, é óbvio que temos muitas possibilidades! - exclamou o treinador.
Um dia depois, foi o apuramento para a "Taça Marmelada das Glórias" e o clube do Marmelo ganhou por 3-2 contra os "Marmelos Esmagados Futebol Clube".
Três dias depois foram os oitavos-de-final e o "Marmelada Doce Futebol Emocionante" venceu o clube dos "Marmelos Coxos" por 5-0.
A seguir foram todos para o hotel descansar...
Uma semana depois, foram os quartos-de-final.
O "Marmelada Doce Futebol Emocionante" venceu por 2-0 a equipa "Deixa Marmelos Espantados Futebol Clube".
Quatro dias depois foi a semifinal e a equipa do Marmelo conseguiu vencer por 5-4 o "Gigamarmelos Futebol Espantoso". Neste jogo, o Marmelo marcou três golos e, até ao momento, já era considerado o melhor marcador e jogador da "Taça Marmelada das Glórias"!
Seguia-se uma semana de descanso, mas o treinador não lhes deu descanso nenhum e obrigou-os a treinar para vencerem a final da Taça.
Tinha chegado o dia da grande final. No final do jogo, o "Marmelada Doce Futebol Emocionante" estava empatado com os "Marmelos Futebol Triturados". Houve prolongamento, mas nada se resolveu. Já na fase dos penáltis, tudo continuava na mesma. No último penálti, se o Marmelo marcasse era a grande vitória. O Marmelo chutou e acertou na barra. A bola quase tocou no céu e foi cair na cabeça do guarda-redes, acabando por entrar na baliza:
- Golo! Golo! Golo! Golo! Golo! Ganhámos a taça! - exclamou o Marmelo.
Ele não só ganhou a taça como também recebeu uma chuteira de ouro que representava o melhor marcador e uma bola de prata por ter sido o melhor jogador.
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Texto e ilustração: Eduardo Lopes - 3.º ano
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terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A MAIOR FLOR DO MUNDO - 4

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A MAIOR FLOR DO MUNDO - 3

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"A Maior Flor do Mundo", de José Saramago, foi a obra estudada pelos alunos do 4.º ano na passada semana. Leram, ouviram ler, visualizaram um filme e, no fim, foram desafiados a reescrever a história e a dar-lhe o seu cunho pessoal.
Aqui fica um exemplo do trabalho realizado.
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Prof.ª Fernanda Soares
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Era uma vez um menino que gostava muito de bichos e animais. Um dia o pai do menino decidiu ir ao campo com o seu filho. Quando chegaram o menino foi correr para o meio das flores e encontrou uma bela borboleta que ele tentou apanhar, mas não conseguiu. Então, sem o pai se aperceber, começou a seguir a borboleta. Chegou ao rio Nilo, a ponte estava partida. Então deu-lhe uma ideia à cabeça, que era ir de pedra em pedra. E conseguiu atravessar, depois continuou atrás da borboleta. E foi parar a um lindo bosque com campaínhas brancas e muitas árvores. Continuou até que as árvores iam desaparecendo e foi parar a uma charneca. Andou dois passos para a frente e viu uma colina que parecia uma tigela voltada. Decidiu subir a colina para ver o que lá estava, mas era só uma flor murcha, e ele pensou:
- Uma flor murcha? Já sei! Vou buscar a água ao rio Nilo com as mãos.
E lá foi ele, vinte vezes lá e cá, buscar água à flor. Já estava a noite a chegar e ele, cansado, adormeceu ao lado da flor. A flor juntou todas as energias e cresceu muito, já fazia a sombra de um carvalho. Deixou cair uma pétala para aquecer o menino.
Já era de noite e os pais preocupados. Decidiram ir à procura de ajuda aos vizinhos da aldeia e dos familiares. E quando recolheram a ajuda foram à procura do menino.
De repente viram uma flor muito grande e decidiram ir ver o que se passava. Encontraram o menino e levaram-no para casa.
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Texto: Daniela - 4.º ano
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