sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CRESCER DE MÃOS DADAS

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Por entre as mais diversas formas de arte, crescer é, sem dúvida, uma aprendizagem constante feita das mais variadas experiências e partilhas.   Neste contexto e no âmbito do projeto "Crescer de mãos dadas" a interação entre os alunos do 1.º ano e as crianças de 5 anos do Jardim de Infância de Aldeia de Joanes já deu os primeiros "pontos" para o costurar de laços que se desejam saudáveis e enriquecedores.
De sorrisos no rosto e olhares curiosos, todos assistiram à apresentação dramatizada do livro "A costureira de histórias" de Rosário Alçada Araújo. A história foi-se desenrolando, juntamente com as reações  e opiniões de uns e outros e todos vestiram a cumplicidade mágica da Tia Mimi. Tal como os seus tecidos,  há aprendizagens de todas as cores e formas e algumas requerem tempo, persistência e o calor dos outros. Costurar um boneco, um carro, uma lua,  um triciclo não parecia nada difícil, mas como se costura um abraço?
Foram momentos partilhados de forma entusiasmada e o final da história desenrolar-se-á com a vinda dos mais pequeninos à nossa escola. Até lá, deixamos a todos um grande abraço!
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SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

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O Centro de Saúde do Fundão está a promover sessões sobre segurança e prevenção de acidentes  para alunos dos 1.º e 2.º anos de escolaridade. Esta ação de intervenção, realizada hoje na nossa escola, procura sensibilizar as crianças para os mais diversos perigos que podem ocorrer quando, por exemplo, andam de bicicleta, se deslocam na rua, quando estão em casa ou na escola. A curiosidade e a necessidade de novas experiências promovem o desenvolvimento da criança, no entanto é essencial o conhecimento de regras de segurança de forma a prevenir os acidentes.
Após a visualização de um pequeno filme sobre a explicação de alguns desses perigos, os alunos puderam aplicar os conhecimentos realizando um jogo com cartões onde as imagens mostravam situações de segurança ou de perigo. Depois de explicarem a situação que lhes calhou, deveriam colocar o cartão junto do João Contente ou do João Triste. Divertiram-se e aprenderam!
Uma vez que as crianças pequenas não têm capacidade para avaliar os perigos, estas ações de sensibilização são sempre bem vindas, pois promovem formas de aprendizagem e alertam o público alvo para os riscos que certos atos envolvem, desenvolvendo assim a noção de comportamentos perigosos.
 
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A CONSERVA DA AZEITONA

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Desenho da Juliana - 2.º ano
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Um dia destes o 4.º ano foi colher azeitonas no olival, perto da escola.
Ontem fizemos a conserva da azeitona. Retalhámos as azeitonas e a seguir deitámos os seguintes ingredientes: água de nascente, cascas de laranja, um bocadinho de sal, orégãos e alho.
Todas as pessoas da minha família, no próximo fim de semana, vão para o olival do meu avô.
Depois de colhermos as azeitonas, nós vamos fazer a conserva das azeitonas para as comermos.
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Texto: Beatriz Manique - 2.º ano
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200.000 VISUALIZAÇÕES!

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O blogue, com o intuito de divulgar as nossas atividades, já foi criado há alguns anos. A princípio com alguma timidez, mas o retorno dos nossos leitores encorajou-nos a seguir em frente. E a sua presença fazia-se sentir de tal forma que sentimos curiosidade em medir a afluência ao blogue. Foi então, faz agora três anos, que instalámos um contador de visitas. 
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Hoje, para nossa satisfação, chegou-se às 200.000..visualizações de páginas. Um número impressionante, sem dúvida, o que só aumenta a nossa responsabilidade.
Com incentivos assim só nos resta continuar e agradecer a todos pelo constante carinho.
Bem-hajam!
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DA APANHA À CONSERVA DAS AZEITONAS

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CURTIR AZEITONAS

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Com o passar dos anos tornou-se tradição. Na nossa escola, quando chega novembro, já toda a gente sabe: a  turma do 4.º ano tem por incumbência ir a um olival colher azeitonas. E, no prazer da novidade, eles vão aprendendo. 
Feita a colheita na semana passada, as azeitonas ficaram dentro de um alguidar de água a aguardar pela próxima operação: a sua conserva. E hoje foi o dia reservado para isso, com o envolvimento de toda a escola. 
A turma do 4.º ano quis partilhar a receita. Aqui fica ela.
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Ingredientes:
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- Azeitonas (retalhadas)
- Água de nascente
- Sal
- Cascas de citrinos (laranja, limão, toranja, clementina, lima, tangerina...)
- Orégãos
- Alho laminado
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Modo de preparar:
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Depois de termos as azeitonas retalhadas com um instrumento próprio, para mais facilmente sair a acidez, vamos temperá-las.
Colocam-se as azeitonas numa bacia e despejamos sobre elas água de nascente (isenta de produtos químicos), o alho, as cascas dos citrinos, os orégãos e um pouco de sal.
Após este tempero, deve mudar-se a água dia sim, dia não, e esperar que o tempo faça o resto, ou seja, ponha as azeitonas sem acidez. Nessa altura temperam-se definitivamente com a quantidade de água adequada.
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PARABÉNS, LAURA!

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Hoje, dia 29 de novembro, a Laura, a minha amiga e colega, faz anos, 8 gloriosos anos!
Eu adoro a Laura e vou acompanhá-la com muito prazer. Eu gosto de brincar com a Laura e sei que ela está muito feliz pelo seu aniversário.
A Laura é uma excelente aluna que gosta de aprender. Sabe esperar para brincar quando vai soltar a sua energia lá fora. Eu e a Madalena divertimo-nos muito nos intervalos com ela. Jogamos ao berlinde, corremos à volta da escola, etc. A Laura adora brincar.
A Laura é amiga de todos e vou dar-lhe sempre muitos beijinhos de parabéns.
Muitos corações de alegria para ti! Parabéns, Laura!
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Texto: Rita Mesquita - 3.º ano
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

COMO FICAM OS PULMÕES DE UM FUMADOR?

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Aprender tem a sua arte. Teoricamente deve ser sequencial, deixando que as peças se encaixem, paulatinamente, umas nas outras, de modo a que a construção do saber se faça harmoniosamente. Mas, infelizmente, nem sempre é assim. O que não quer dizer que se não deva tentar.
Há tempos a turma do 3.º ano andou a debater-se com as aprendizagens inerentes aos diversos sistemas do corpo humano, matéria que lhes despertou interesse digno de nota. Depois, obviamente, falou-se dos cuidados a ter com a preservação de máquina tão prodigiosa e, com toda a naturalidade, falou-se do perigo de certos consumos, entre os quais o do tabaco. 
Como todos sabemos, há conceitos que se assimilam mais facilmente depois de devidamente comprovados. Como tal, nada mais natural que partir-se para uma atividade experimental a fim de melhor consolidar o que se pretende. Além disso, e por experiência comprovada, esta forma de aprendizagem suscita sempre entusiasmos e melhores níveis de atenção.
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Dito isto, e servindo-nos de material diverso - 1 garrafa de plástico transparente, 1 elástico, 1 compressa, 1 bacia, 1 tubo de esferográfica, 1 cigarro e plasticina - pusemos mão à obra.
No fundo, o que pretendíamos era observar o efeito do fumo do tabaco no nosso organismo. E, após algumas operações - fazer um furo junto à base da garrafa; tapar o furo com plasticina; encher a garrafa até metade; furar a tampa da garrafa; passar nela o tubo da esferográfica, com a compressa fixa com um elástico na extremidade que fica dentro da garrafa; vedar a tampa com plasticina; finalmente, colocar um cigarro na extremidade exterior do tubo - lá se despoletou a situação com o acender do cigarro.
Se, no início, a proximidade era obrigatória, a combustão do cigarro aconselhou a que eles se sentassem. Mas os cuidados não foram suficientes. O fumo, apesar duma porta aberta, e por muito pouco que fosse, tendia a ficar na sala, e ala lá para fora com os recipientes na mão.
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Seja como for, e apesar destas pequenas incidências, o resultado foi esclarecedor. À medida que a água saía pelo orifício junto à base, aspirando o fumo para o interior da garrafa, este ia deixando marcas amareladas na compressa. As ilações eram óbvias, nem era preciso falar muito mais sobre o assunto.
E assim, de forma simples, se percebeu a ação nociva do tabaco.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

ARTIGO DE OPINIÃO

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Gordon Neufeld
PORQUE DEVEM OS PAIS PÔR OS FILHOS A CHORAR?*
por Gordon Neufeld
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A ideia de fazer tudo para que os filhos sejam felizes, evitando que chorem, está ultrapassada. A teoria de disciplinar sem que a criança chore está desactualizada, diz Gordon Neufeld, psicólogo clínico canadiano que esteve em Portugal no final da semana.
“As crianças precisam da tristeza, da tragédia para crescerem. Precisam de ter as suas lágrimas”, defende. Nos primeiros meses e anos de vida, o “não” dito pelos pais ajuda a disciplinar, em vez de estragar a criança. “Estamos a perder isso na nossa sociedade, não admira que as crianças estejam estragadas com mimos. Afinal, elas são sempre as vencedoras”, continua o investigador que esteve em Lisboa a convite da empresa BeFamily, do Fórum Europeu das Mulheres, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas e da Associação Portuguesa de Imprensa.
Na conferência sob o lema “Vínculos Fortes, Filhos Felizes”, Neufeld defende que só se atinge o bem-estar através da educação e que esta deve estar a cargo das famílias e não do Estado. E para garantir o bem-estar de qualquer ser humano ou sociedade é preciso preencher seis necessidades.
A primeira é o “aprender a crescer” e para isso há que chorar, é preciso que a criança seja confrontada, que viva conflitos, de maneira a amadurecer, a tornar-se resiliente, a saber viver em sociedade.
A segunda necessidade é a de a criança criar vínculos profundos com os adultos, estabelecer relações fortes. Como é que se faz? “Ganhando o coração dos filhos. É preciso amarmos e eles amarem-nos. Temos de ter o seu coração, mas perdemos essa noção”, lamenta o especialista que conta que, quando lhe entram na consulta pais preocupados com o comportamento violento dos filhos, a primeira pergunta que faz é: “Tem o coração do seu filho?”, uma questão que poucos compreendem, confidencia.
E dá um exemplo: Qual é a principal preocupação dos pais quanto à escola? Não é saber qual a formação do professor ou se este é competente. O que os pais querem saber é se a criança gosta do docente e vice-versa. “E esta relação permite prever o sucesso académico da criança”, sublinha Neufeld, reforçando a importância de “estabelecer ligações”.
E esta ligação deve ser contínua – a terceira necessidade –, de maneira a evitar problemas. Neufeld recorda que o maior medo das crianças é o da separação. Quando estão longe dos pais, as crianças começam a ficar ansiosas e esse sentimento pode crescer com elas, daí a permanente procura de contacto, por exemplo, entre os adolescentes com as mensagens enviadas por telemóvel ou nas redes sociais, muitas vezes, ligando-se a pessoas que nem conhecem, alerta o especialista.
O canadiano recomenda que os pais estabeleçam pontes com os seus filhos. Quando a hora da separação se aproxima, há que assegurar que o reencontro vai acontecer. Antes de sair da escola, dizer “até logo”; à hora de deitar, prometer “vou sonhar contigo”.  
Mas a separação não é só física, há palavras que separam como “tu és a minha morte” ou “tu és a minha vergonha”. Mesmo quando há problemas graves para resolver, a frase “não te preocupes, serei sempre teu pai” ajuda a lembrar que a relação entre pai e filho é mais importante do que o problema. Hold on to your kids é o nome do livro que escreveu e onde defende esta teoria.
A importância de brincar
A quarta necessidade a ter em conta para garantir o bem-estar dos filhos é a necessidade de descansar. Cabe aos adultos providenciar o descanso e este passa por os pais serem pessoas seguras e que assegurem a relação com os filhos.
As crianças precisam que os pais assumam a responsabilidade da relação, que mantenham e alimentem a relação, de modo a que elas possam descansar e, nesse período, desenvolver outras competências. Uma criança que está ansiosa pela atenção dos pais não está atenta na escola, por exemplo.
Brincar é a quinta necessidade a suprir. Não há mamífero que não brinque e é nesse contexto que se desenvolve, aponta Neufeld. E brincar não é estar à frente de uma consola ou de um computador; é “movimentar-se livremente num espaço limitado”, não é algo que se aprenda ou que se ensine. E, neste ponto, Neufeld critica o facto de as crianças irem cada vez mais cedo para a escola, o que não promove o desenvolvimento da brincadeira. “Os ecrãs estão a sufocar a brincadeira e as crianças não têm tempo suficiente para brincarem”, nota o psicólogo clínico que, nas últimas semanas, fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas sobre “qualidade na infância”.
Por fim, a sexta necessidade é a de ter capacidade de sentir as emoções, de ter um “coração sensível”. “Estamos tão focados em questões de comportamento, de aprendizagem, de educação; em definir o que são traumas; que nos esquecemos do que são os sentimentos. As crianças estão a perder os sentimentos quando dizem ‘não quero saber’, ‘isso não me interessa’, estão a perder os seus corações sensíveis”, diz Neufeld.
Em resumo, é necessário que os pais criem uma forte relação emocional com os filhos, de maneira a que estes sejam saudáveis. Os pais são os primeiros e são insubstituíveis na educação dos filhos e são eles que devem ser responsáveis pelo seu desenvolvimento integral e felicidade. Se assim for, estarão também a contribuir para o bem-estar da sociedade.

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*Artigo retirado da revista Life&StyleFamília e relações
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SEIS OUTONOS

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Os aniversários são sempre um festa muito desejada pelas crianças. Na nossa escola, já é hábito este acontecimento ser vivido por todos. A partilha é sempre bem vinda e o convívio e a alegria que se instalam são ingredientes essenciais ao crescimento saudável de cada um. Eles cantam, sopram as velas, adoçam o ambiente e sonham de olhos bem abertos e sorrisos contagiantes. Sem se aperceberem, vão crescendo, crescendo...

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