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quinta-feira, 21 de junho de 2018

O FRANCISCO

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É hábito, nesta escola, comemorar aniversários, uma forma, como muitas outras, de festejar a vida.
Ora sucede que alguns alunos festejam os anos em período estival, fora do âmbito escolar, sem poderem sentir o calor, por escrito, daquilo que os colegas e amigos pensam deles. Como a turma do 4.º ano está de partida, decidiu-se que os dois alunos - o Francisco e a Maria - que comemoram os anos no verão também tinham direito a umas palavrinhas calorosas.
Começamos pelo Francisco.
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O Francisco é alto, magro, tem olhos e cabelos castanhos e pele morena.
Ele é muito bonito, simpático, divertido e fascinante. Não fala muito alto, mas é engraçado, joga muito bem futebol e muitos outros adjetivos que não acabavam.
A cor laranja é a preferida do Francisco. Gosta do senhor professor Agostinho porque é divertido e um bom professor.
O verão é uma estação do ano que ele adora para poder andar de calções e de t-shirt.
Quando ele crescer quer ser futebolista, ele admira o Cristiano Ronaldo.
Gosta do escritor António Torrado e gostaria de ir ao Japão.
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Texto: Beatriz Fradique - 4.º ano
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O Francisco é um menino que no futuro sonha ser
Futebolista. Ele diz que o seu jogador de futebol preferido é o
Ronaldo. Ele gosta do filme Avatar e o escritor preferido é o
António Torrado.
Não gosta do Trump, diz que ele tem cabeça de milho. A comida preferida é
Calzonne, a sua banda preferida são os
Imagine Dragons. Não é como eu, não
Se atrasa. Gosta do jogo Fifa 2018 e a cor preferida é o
Cor-de-laranja.
O seu refresco preferido é groselha.
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Texto (em jeito de acróstico): Simão Santos - 4.º ano
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quinta-feira, 26 de abril de 2018

POR QUE RAZÃO ALGUMAS GARRAFAS COLOCADAS NO CONGELADOR REBENTAM?

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As atividades experimentais são uma forma eficaz de os alunos comprovarem, na prática, aquilo que a teoria insinua.
Tentando dar vazão a essa convicção, há dias a Beatriz assumiu a responsabilidade de comprovar o seguinte: por que razão algumas garrafas colocadas no congelador rebentam?
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A Beatriz, para descortinar a razão dessa evidência, muniu-se do seguinte material: 1 copo de plástico, água da torneira, balança, copo medidor, caneta de acetato e congelador.
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Depois de colocar a questão à turma, aferiu 1 dl de água no copo medidor...
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... que deitou, em seguida, num copo de plástico.
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Continuou o seu trabalho com a marcação, com uma caneta de acetato, da altura da água no copo.
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Sem hesitações, puxou da balança e mediu a massa (peso) do copo com água. A imagem não é muito nítida, mas pesava cerca de 80 g.
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Seguiu-se um momento fulcral: colocar o copo de água, no congelador, e aguardar durante 5 horas.
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O tempo passou, passou... e as 5 horas esgotaram-se. A Beatriz retirou o copo do congelador e...
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...constatou que o volume da água tinha aumentado...
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...mas que a sua massa se manteve (pesava os mesmos 80 g).
Conclusão: quando a água passa do estado líquido ao estado sólido, o volume aumenta, ocupando mais espaço do que no estado líquido. Se uma garrafa estiver cheia de água, quando é colocada no congelador pode rebentar porque a água no estado sólido ocupa mais espaço. 
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Parabéns à Beatriz pelo seu bom desempenho!
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

PARABÉNS, BEATRIZ!

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Hoje a Beatriz Fradique faz 10 anos.
Ela tem o cabelo castanho e comprido, olhos castanhos e um tom de pele normal.
Ela é querida, divertida, gira, criativa, engraçada, sincera, fofa e muito amiga das pessoas.
A sua comida preferida é esparguete com almôndegas. O seu canal preferido é o Disney Channel, onde vê uma série que gosta muito: K. C. Agente Secreta. 
Gosta de ouvir música e de tocar piano e a sua letra preferida é o B.
Parabéns, Beatriz!
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Texto: Matilde Nogueira - 4.º ano
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Eu hoje faço 10 anos.
Tenho os olhos e o cabelo castanho e tenho pele branca.
Quando eu crescer quero ser cantora. Nos meus tempos livres gosto de ouvir música e o meu instrumento musical é o piano. 
Gosto de usar legins e t-shirts. A minha bebida preferida é água, gosto de esparguete com almôndegas e o meu fruto é melancia.
Eu gosto de ver o Disney Channel e de ver a K.C. Agente Secreta. A minha cor preferida é o azul e gosto da letra B.
Eu gosto da escola porque brinco com os meus amigos e aprendo a matéria que eu mais gosto, que é Português.
Eu gostava de ir aos Açores.
Parabéns para mim!
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Texto: Beatriz Fradique - 4.º ano
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

UMA AVENTURA NO MUNDO DAS LETRAS

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Estava eu a arrumar a sala de estar e, mesmo por detrás do sofá, encontrei um livro grosso que não me deu vontade nenhuma de ler. Mas, sendo eu muito curiosa, como o livro tinha escrito na capa “não mexer”, fui abri-lo e, de repente, dei comigo noutro mundo. Era o lugar com mais cor e diversão que eu já tinha visto e em que eu já tinha estado.
Enquanto estive atenta aos pormenores, reparei que os habitantes, em vez de pessoas, eram letras. Encontrei o A, chamada Ana, e perguntei-lhe qual era o seu animal favorito. Ela respondeu-me que era a avestruz e deu-me o endereço do barbeiro onde talvez pudesse encontrar uma. Chegada ao barbeiro, não adivinham o que encontrei! Não uma avestruz, mas, sim, a letra B, chamada Beatriz, que gostava de baleias e de borboletas. À saída da barbearia, encontrei o Carlos, a letra C. É carteiro e gosta de cavalos. 
O Carlos pediu-me ajuda para entregar as cartas. A primeira era para o Damião, a letra D. Quando lá cheguei, toquei à campainha e ele veio abrir a porta acompanhado de uma doninha. Que pivete! Nem imaginam! 
Ao continuar a entrega, vi o Edgar, a letra E, que depois do acidente perdeu a perna e mudou o nome para Fernando, transformando-se na letra F. Que grande confusão neste mundo das letras! 
Lá mais à frente, estava o Gaspar, a letra G, que gostava de gatos grandes, gordos, grisalhos e giraços. 
Já aborrecida de tanto caminhar para fazer as entregas, avistei a letra I. Estranho! Não deveria ser o H? Ah! Não! São dois I de mão dada, o Ivo e a Iris, pois a letra H, o Hélio, estava no funeral da sua querida hiena. Lá, também estavam as letras J, K e L, o João, o Kevin e o Luís. Por isso, deixei as cartas à Maria, a letra M, que era muito de macacadas e morava com o Nuno, a letra N. Juntos, tiveram dois filhos, o Óscar e o Paulo, as letras O e P. O Óscar usava óculos e o Paulo usava um pente para simplesmente se pentear. O Quico, a letra Q, animal de estimação do O e do P, adorava queques quentes. Quem os fazia era a Rita, a letra R, vizinha da Maria, do Nuno, do Óscar, do Paulo e, claro, do Quico.
A Sara, a letra S, era a prima da Rita. Ela sarava qualquer ferida e solucionava qualquer problema. Era a sabichona do Mundo das Letras. 
Já sem cartas para entregar, encontrei a letra T, o Tiago. Com ele vinham os gémeos, o Urano e o Vicente, as letras U e V. Juntos, brincavam no parque do Mundo das Letras e, como todos os amigos, cantavam e divertiam-se.
Já conhecia muitas letras mas ainda queria conhecer as restantes. Só que eu estava a pisar o espaço onde elas se encontravam, que estava rasgado. 
Fiquei triste por não poder conhecer todas as letras, mas lembrei-me que poderia desenhá-las e colori-las. Assim, desenhei as letras em falta, dei-lhes nomes e encontrei-lhes animais favoritos. Colei as folhas nos sítios rasgados e regressei ao mundo fantástico, mas desta vez levei comigo a minha família.
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Texto e ilustração: Beatriz Fradique - 4.º ano
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

AFINAL O PAI NATAL EXISTE

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O Natal estava a chegar e as irmãs Clara e Mariana estavam a ajudar a família a fazer os preparativos.
- Pai, mãe, conhecem o Pai Natal? – perguntou a Mariana.
- Não, porque ele é só uma história parva, vocês as duas já são crescidas para essas coisas – disseram os pais.
- Não, o Pai Natal é real! – respondeu a Clara.
Os pais já estavam fartos e disseram:
- Se querem acreditar nessas coisas tudo bem.
A noite já batia à porta, e o Pai Natal, no qual os pais não acreditam, começou a fazer os presentes para os meninos e meninas. Os duendes perguntam-lhe:
- Acha que o seu irmão, o Senhor das Trevas, vai outra vez estragar Natal?
- Não duvido, mas o meu plano é capaz de resultar – respondeu o Pai Natal – o meu irmão para conseguir estragar o Natal tem três opções: pode pôr o interruptor da caixa dos presentes a largar bombas de fumo que dizem “és burro”, “cheiras mal”; pode pôr-me as cuecas para baixo ou roubar os presentes das casas dos meninos - dizia, sussurrando ao ouvido do duende.
Começou a amanhecer e as janelas deixavam entrar os raios de sol no quarto das irmãs. Clara acordou e tem a tarefa de acordar a irmã. A Mariana, como faz em todos os natais, pôs-se a cantarolar:
- O Natal chegou, presentes vamos ter, o Pai Natal um beijo nos vai dar.
Elas saem de casa para verem a bela manhã, brincam até ao meio-dia. Os pais fazem o almoço e elas vão ver televisão. Chegou a noite e elas ficaram acordadas. Foram dar uma espreitadela debaixo da árvore de Natal e já lá estavam os presentes.
De repente, ouviram um riso maléfico e era um senhor gordo, vestido de preto. Clara disse:
- Oh não, ele levou os nossos presentes!
- Vamos segui-lo – disse a Mariana.
Seguiram-no até à rua, subiram para o trenó e esconderam-se.
Clara perguntou a Mariana:
- Para onde é que vamos?
- Não sei! – respondeu a Clara.
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Umas horas depois.
- Chegámos – disse a Clara.
Foram para uma casa recatada, entraram pelas traseiras e só viram brinquedos estragados. Perto da lareira estava o Pai Natal a pensar num plano. As meninas foram ter com ele acocoradas para o ajudar. Ele contou o seu plano:
- Quando o meu irmão passar por ali, é suposto ele tropeçar naquela pedra e cair no caldeirão com a poção mágica que o vai fazer ficar bom.
O Senhor das Trevas caiu no caldeirão e puf! desapareceu. A Mariana disse ao Pai Natal e à Clara:
- Pode não ter ficado bom, mas já não estraga o Natal. Sempre é melhor assim!
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O Pai Natal tentou resolver tudo, entregando de novo os presentes.
- Não vai ser possível refazer os vossos presentes, pois ficaram completamente destruídos – disse o Pai Natal muito triste.
- Para nós, estar contigo neste Natal foi o melhor presente de todos. Só te pedimos para conheceres os nossos pais para eles deixarem de duvidar da tua existência.
Os pais das meninas viram-no ao vivo e nunca mais duvidaram das filhas. Para eles foi um Natal inesquecível.
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Texto: Beatriz Fradique - 4.º ano
Ilustrações: Beatriz Ribeiro - 4.º ano (em cima) e Beatriz Fradique - 4.º ano (em baixo)
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

SEI UM SEGREDO...

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Se queres ler este livro, tens de prometer que guardar um segredo vais aprender!
Eu sei um segredo sobre o meu cão.
Ele tem receio de não comer o pão.
Eu sei um segredo sobre a minha empregada.
Ela varre o lixo para debaixo da almofada.
Eu sei um segredo sobre o Pai Natal.
Ele anda a trair a Mãe Natal.
Eu sei um segredo sobre o meu carteiro.
Ele troca as cartas, isso é certeiro!
Eu sei um segredo sobre o meu professor.
Ele não corrige os testes porque tem pavor.
Eu sei um segredo sobre o meu vizinho.
Ele só vai ao mercado por causa do vinho.
Eu sei um segredo sobre ti.
Com curiosidade chegaste aqui.
Eu sei muitos outros segredos.
A minha vaca mia, o meu cão põe ovos e o meu gato voa.
Eu sei um segredo sobre mim,
mas não posso contar porque cheguei ao fim.
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Texto: Beatriz Fradique - 4.º ano
Ilustração: Nádia Pereira - 4.º ano
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